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Ciclone atinge Maringá e cidades da região

Temporal derruba 363 árvores, destelha casas e leva Maringá a decretar calamidade pública

Editorial
Publicado em 02/11/2026 10h00 · Atualizado em 03/11/2026 10h34
Ciclone atinge Maringá e cidades da região

Rajadas de vento passaram de 80 km/h na madrugada de segunda-feira (2). Governo do Paraná montou gabinete de crise e enviou bombeiros de outras regiões para ajudar na recuperação.


Um temporal com ventos fortes, chuva intensa e granizo atingiu Maringá e outras cidades do Paraná entre a noite de domingo (1º) e a madrugada de segunda-feira (2). Em Maringá, a prefeitura decretou calamidade pública e contabilizou 363 quedas de árvores, além de danos à rede elétrica, falta de água e semáforos desligados em praticamente toda a cidade.

O Simepar registrou rajadas de 81 km/h às 3h30, e o acumulado de chuva chegou a 51,8 mm. Balanços posteriores falam em rajadas de até 97 km/h em alguns pontos. O instituto associou o fenômeno a uma possível supercélula, uma tempestade que gira e pode produzir ventos destrutivos e granizo.

Cidade amanheceu com ruas bloqueadas

Vídeos e fotos feitos na manhã de segunda mostram o tamanho do estrago. Em avenidas arborizadas, árvores inteiras foram arrancadas com raiz e calçada. Uma delas atingiu a fachada de uma barbearia; outra derrubou a cobertura de um consultório odontológico.

Postes ficaram inclinados e fios caídos sobre as vias. Em uma rua residencial, telhas metálicas de um barracão foram arremessadas e bloquearam a pista. Em um parque, um brinquedo de cordas de grande porte foi tombado pelo vento. Galhos e folhas cobriam o asfalto, ainda com granizo acumulado.

O próprio Corpo de Bombeiros foi atingido. A sede do 5º Batalhão, em Maringá, teve parte do telhado arrancada e cinco viaturas danificadas. Árvores caídas chegaram a impedir a saída dos caminhões. Nenhum militar ficou ferido.

Dos cerca de 220 cruzamentos com semáforo, apenas 7 tinham sido religados até o último balanço. A prefeitura vai instalar sete geradores, principalmente no Centro e perto do Terminal Urbano.

"Clima de guerra", diz o prefeito

Em vídeo gravado na Avenida Paranavaí, o prefeito Silvio Barros (PP) descreveu a madrugada como "um clima de guerra na cidade inteira". Ele pediu "reforço, solidariedade e cooperação" para a recuperação.

"Estamos mobilizando todos os esforços e trabalhando de forma integrada para recuperar a cidade o mais rápido possível", afirmou Barros.

Segundo a prefeitura, 47 equipes municipais trabalham na limpeza, com apoio da Defesa Civil, dos Bombeiros e de mais de 200 voluntários. Mais de 600 famílias receberam lonas para cobrir casas danificadas. O município também distribuiu cestas básicas e cobertores e abriu 30 vagas extras de acolhimento para pessoas em situação de rua.

Estado soma 4 mil afetados em 21 cidades

O balanço da Defesa Civil Estadual para os dias 1º e 2 de novembro aponta ocorrências em 21 municípios. Além de Maringá, o caso mais grave foi o de Marquinho, no Centro-Sul, onde a prefeitura estima danos em até 70% da cidade.

IndicadorParanáMarquinho
Pessoas afetadas4.0671.080
Desalojados28—
Casas danificadas456270
Casas destruídas1—

O Governo do Paraná criou um gabinete de gestão integrada e enviou a Maringá o coronel Ivan Ricardo Fernandes, coordenador executivo da Defesa Civil Estadual. Bombeiros de Cascavel, Londrina, Ponta Grossa e Curitiba reforçam a poda de árvores e a liberação de ruas.

A Copel tem mais de 450 profissionais em Maringá e prevê mais 40 equipes nesta terça-feira (3), com prioridade para hospitais e unidades de saúde. A Sanepar trabalha para normalizar o abastecimento e vai usar caminhões-pipa.

Mais chuva à vista. O Simepar prevê instabilidade a semana toda, com chuva mais forte entre quarta (4) e quinta (5). A causa é um ciclone extratropical que se forma na costa do Sul do país, somado a uma nova frente fria. Há risco de alagamentos e novas quedas de árvores.

Como se proteger e onde pedir ajuda

A Defesa Civil orienta a população a ficar longe de árvores, postes e estruturas que possam ser derrubados pelo vento. Em Maringá, árvores bloqueando acessos podem ser informadas à Ouvidoria Municipal.

  1. Defesa Civil: 199
  2. Corpo de Bombeiros: 193
  3. Ouvidoria de Maringá: 156, aplicativo ou site da prefeitura
  4. Alertas por SMS: envie seu CEP para 40199
  5. Alertas por WhatsApp: (61) 2034-4611



Fontes

  1. SBT News — Maringá decreta calamidade pública após temporal


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